Publicado por: magzen1 | 02/01/2011

Maria Aparecida das Graças Lellis

Clube dos Vira Latas : http://www.clubedosviralatas.com.br

Tivemos o prazer de conhecer e apoiar a Sra. Maria Aparecida das Graças Lellis, desde a fundação do Clube dos Viralatas. Esta Sra. abnegada dedicou os últimos anos de sua vida à causa animal e a essa entidade doou além de seu tempo e energia todo o seu dinheiro. Contribuiu em muito para elevar a cidade de Ribeirão Pires de uma simples cidade da região da Grande São Paulo, para uma cidade inserida no mundo. Admiradores em vários países apoiaram e temos certeza continuarão a apoiar e a manter com todo o amor esse esplendoroso trabalho. 

Tenho certeza de que todos aqueles que com ela compartilharam o amor pelos animais estarão honrando o trabalho por ela iniciado, pois com ela aprenderam a não pensar apenas em bens materiais mas também a desenvolver o aspecto espiritual dedicado a honrar uma criação de DEUS. 

O dia 31 de dezembro ficará marcado na estória da cidade de Ribeirão Pires, pois no enterro muitos estiveram presentes. Mesmo sendo o último dia do ano, a presença de diversas pessoas marcou de maneira especial aquele momento. Representantes de outras ONG´s de proteção animal, policiais civis do meio ambiente, promotora de justiça, engenheiros, administradores de empresas, funcionários públicos além de familiares deixaram através de merecidos discursos os agradecimentos pelo lição aprendida. 

Realmente foi emocionante, mais ainda quando tive a oportunidade de ao fazer meus comentários ler o texto abaixo que foi afixado em um pedestal por uma senhora que agora infelizmente não me recordo o nome: 

” Olhei para os animais abandonados nas ruas…., os renegados da sociedade humana. Vi em seus olhos amor e esperança, medo e horror, tristeza e a certeza de terem sido traídos. Eu me revoltei e orei: ” DEUS, isso é horrível. Por que o senhor não faz nada a respeito? E DEUS respondeu. ” Eu fiz. Eu criei você”. Essa é para você CIDA LELLIS. De agora em diante é também para todos nós. SAUDADES sim, mas TRISTEZA nunca.” 

Foram também nas palavras da Sra. Promotora de Justiça Dra. Thelma Thais, que com ela tanto trabalhou, que ao pronunciar tão belas palavras nos brindou a conhecer ainda mais a figura especial que foi CIDA LELLIS. 

Os seus familiares passaram a conhecer com mais profundidade alguém que amava não apenas a família, mas também dedicava amor especial à criação de DEUS. 

A CIDA LELLIS o nosso agradecimento.

Publicado por: magzen1 | 25/07/2010

Joaninhas ainda existem?

Durante esta semana um dos meus colegas de trabalho colocou uma foto de uma Joaninha como papel de parede em seu computador. 

Explicou que havia tirado uma foto de um exemplar e ficou feliz por ter encontrado uma Joaninha e queria dessa maneira demonstrar seu respeito e valor por tão belo inseto.

 Lembrei então que a mais ou menos dois anos, eu e minha esposa andávamos pelas ruas de nosso bairro em Bertioga, quando na calçada ao olhar o chão vi uma Joaninha. Parei e comecei a admirar esse pequeno inseto. Aquela  Joaninha era diferente daquela que eu esperava encontrar. Ela tinha a capa de suas asas na cor marrom.

 Naquele instante me veio a mente que fazia muito tempo que não via a verdadeira Joaninha, aquela de capa preta e cheia de bolinhas coloridas. Na época comentei com colegas à mesa, e chegamos a conclusão que todos há muito já não viam uma joaninha.

 Pois é, as Joaninhas de capa preta e cobertas de bolinhas coloridas andam sumidas, e acredito que estejam em extinção. Certa vez uma colega de trabalho mencionou que possuia uma Joaninha verdadeira, guardada em um vidro e que existia a possibilidade de importar Joaninhas. Incrível, mas um inseto que encontrávamos muito em nossa natureza, agora podia ser importado.

Isso me fez lembrar outro fato visto em uma reportagem que li em uma revista que circula no litoral norte. Ela explicava sobre os hábitos do tucano. Essa ave está procurando novos meios de suprir sua alimentação, visto que a Mata Atlântica tem sido sistematicamente destruída em nosso litoral. 

Cito como exemplo que em fins de 2005 em Bertioga, foi autorizada a derrubada de 200 hectares de mata, e aproximamente, outros tantos deverão ser derrubados, apesar de políticos e comerciantes da região dizerem que não está ocorrendo. Tudo em nome do tal progresso, que aos poucos está também destruindo o homem.

 Digo que, quando o homem ataca a natureza, ela retribui na mesma moeda ou até em maior medida.

Temos ainda hoje um baixo nível de comprometimento com a defesa da natureza. Não tenho filhos, mas pergunto, que tipo de mundo estamos deixando para os nossos descendentes? Estamos no momento acabando com as Joaninhas.

 Assim, quanto tempo temos pela frente até destruirmos a nós mesmos?

 Milton A G Zen

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Publicado por: magzen1 | 15/11/2009

Ecologizar – Uma questão de Livre Arbítrio

Com o intuito de colaborar para esclarecer alguns aspectos sobre o que significa ecologia para a sobrevivência da raça humana, bem como ampliar o debate sobre temas que interessam ao Brasil , apresento abaixo algumas considerações. 

Estamos passando por um processo de maior compreensão de nossos princípios de cidadania, ou seja, questionamos ações que foram tomadas por pessoas que se auto-denominam nossos representantes, por grupos que se dizem defensores da cidade, ou mesmo ainda por outros que dizem defenderem nossos direitos, mas defendem apenas os seus próprios. 

Estamos aos poucos atingindo uma maturidade que acabará mais cedo ou mais tarde, definindo melhor o rumo de nosso país. Passaremos a ter verdadeiros representantes, que serão por nós eleitos, e que deverão apresentar resultados que considerem nossas opiniões. 

A ecologia em nossa cidade, com certeza será uma delas. 

Um processo de mudança, principalmente aquele pelo qual estamos passando está baseado em alguns princípios que podemos assim classificar:

 1. Princípio da Atitude 

Representa a incorporação do pensar em ecologia, ou seja, nossa mente assimila definitivamente o ideal de ecologia, e o raciocínio sempre se baseia na garantia da vida, seja qual ela for. 

Com a finalidade de ampliar essa incorporação do pensar em ecologia, e, portanto, a aceitação do “Pensar Ecologia”, temos visto algumas ações que tem sido desenvolvidas visando aspectos ecológicos. Trabalhos em parceria com profissionais da área, seminários que tem sido realizados em nossa região, diversos artigos em jornais de nossa cidade, procuram através de ações vivenciais, transmitir aos leitores e aos ainda leigos o pensar em ecologia. 

Não podemos nos esquecer também de todos aquêles que tem disponibilizado seu tempo para lutar pelos interesses de preservação da mata atlântica, onde estamos inseridos.

 Este princípio corresponde ao “Pensar Ecologia”.

 2. Princípio Comportamental

 O comportamento é a resposta exteriorizada do princípio da atitude, ou seja, representa a ação do homem pautado pela ecologia.

 Exemplo simples pode ser dado através da realização dos exames médicos de prevenção pela garantia da saúde.

 Muitos não o fazem porque não acreditam que possam trazer resultados e dizem que quem procura acha. Outros o fazem porque imaginam que irão falecer nos próximos dias.  Fazem, mas efetivamente não acreditam. Isso significa que só fazem, porque estão sujeitos a sofrer uma pena,  ou seja, a morte. 

 Entretanto, muitos o fazem porque querem ter sobrevida e pensam também nos seus familiares e em suas responsabilidades para com eles.

 Isto representa a ação comportamental . 

Resultados objetivos estarão sempre baseados fortemente nesse princípio e serão satisfatórios todas as vezes que tivermos uma verdadeira ação em andamento. Muitas entidades têm primado pela utilização desse princípio, visto estarem sofrendo muita pressão da sociedade que a cerca. 

Este princípio corresponde ao “Fazer Ecologia”. 

3. Princípio Tecnológico 

É aqui que devemos procurar dar forma através da ampliação do conhecimento técnico sobre o que significa fazer, e orientar nosso pensamento e ações  em ecologia. 

Este princípio é desenvolvido através da aprendizagem e conhecimento dos valores e normas de ecologia, sejam elas oriundas de regulamentos ou não. 

Temos visto, juízes, promotores de justiça, organizações não governamentais, associações e diversas outras entidades, lutando pela defesa da ecologia.  Como cidadãos que somos, devemos sempre buscar ampliar tal conhecimento e colocá-lo à disposição das diversas pessoas que possam colaborar para a defesa do meio ambiente e inclusive divulgá-lo, ampliando a informação para o grande público. 

Este princípio corresponde ao “Conhecer Ecologia”. 

4. Princípio Integrativo 

Aqui deverá ser desenvolvido um  sistema que unirá os princípios já descritos, posto que de nada adiantará   possuirmos apenas aquele que se baseia  no cumprimento de uma norma.

 Devemos portanto, ampliar conhecimentos  no sentido de integrar os aspectos de “Pensar Ecologia”,  com o de “Fazer  Ecologia” e o “Conhecer Ecologia”. 

Esclarecendo melhor o que já foi apresentado, é interessante comentar, que para aplicar aqueles princípios, utilizamo-nos sempre do princípio do LIVRE ARBÍTRIO, determinante da base principal de toda e qualquer mudança. 

Ele representa o direito mais básico do homem, que é o da LIVRE ESCOLHA. 

Temos o direito de em função do livre arbítrio, escolher e tomar decisões de acordo com nossos princípios, ou mesmo quando em dúvida, seguir os passos de outrem. 

Nem sempre, entretanto, as decisões são tomadas levando-se em consideração todos esses aspectos, e por vezes, escolhemos aquilo que é mais FÁCIL. 

Precisamos estar preparados para as conseqüências de nossas ações. A escolha do mais fácil pode não significar que se escolheu o mais adequado e, portanto, o mais seguro para a sobrevivência de nossas espécimes. Cabe aqui lembrar que Brasil como um todo está inserida neste contexto. 

Portanto, existirão conseqüências mais, ou menos graves. Como resultado da aplicação inadequada daqueles princípios podemos nos tornar “cegos”. Uma conseqüência grave poderá ser: o fim da raça humana. 

Todo processo de mudança deve iniciar por nós mesmos, e não pelo próximo. Acreditando que podemos realizar algo novo, demonstrando bons resultados, outros também darão início ao processo de mudança. Afinal, as crianças crescem olhando as costas dos pais. 

Excelentes resultados já foram alcançados ao longo de nossa estória mais recente. Os movimentos sindicais, as diretas já, eleições presidenciais livres, defesa de nossos direitos civis, a luta por uma justiça mais ágil, políticos perdendo seus mandatos, além de muitos outros exemplos. 

Determinação e persistência são fundamentais no ser humano que busca participar de um processo de mudança. Obviamente alguns poderão cair ao longo da implantação do processo, mas a semente estará plantada. Outros que em nós acreditaram, darão continuidade, que terminarão por implantar todo o processo, e salvarão ainda muitas vidas. 

Somos nós que devemos incorporar, conhecer e fazer ecologia, não devendo comodamente delegá-la a outrem. 

Existe uma passagem na Bíblia (Mateus, capítulo 13, versículo 4), intitulada “O Semeador”, que diz: “Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se por falta de raízes. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, setenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça”. 

Nesse processo, até o momento não temos todos os cidadãos brasileiros, comprometidos com a função “Ecologia”, visto que não é essa a área de atuação de todos eles. No entanto, deixo aqui minha sugestão de que devemos nos orientar definitivamente por esse caminho, já que todos os cidadãos devem lutar pela preservação do meio ambiente, de uma forma ecologicamente correta e que possa ser sustentada, permitindo o convívio humano e animal adequado. 

Assim nossos objetivos, como cidadãos ecológicos, passam também pela manutenção da vida de nossas famílias e descendentes, colaborando para que as mesmas sejam perenes. 

Foi em função desse ponto de vista, que este artigo foi estruturado. 

Assim cabe a pergunta. Estamos realmente multiplicando e aplicando adequadamente toda a informação já recebida ao longo de nossa vida humana? 

Estamos buscando informações que nos permitam discernir entre aquêles que realmente lutam pelos princípios acima descritos, ou estamos simplesmente delegando sem discutir. 

Quanto tempo mais perderemos sem gerar efetivamente multiplicadores do Pensar Ecologia em nosso de Brasil e porque não em toda a nossa região da América do Sul? 

Integrar ecologia significa um trabalho de parceria, sendo que os aspectos de excelência de um, possam ser aproveitados pelo outro, e vice-versa. Os diversos segmentos de uma sociedade devem trabalhar de forma conjunta, como uma verdadeira equipe. ONG´s, Associações, Fundações, Entidades Públicas e Privadas dentre outras, devem primar pelo trabalho ético e perene. Devemos nos lembrar que a ética deve prevalecer. Criticas que não sejam construtivas, e que não sejam colocadas abertamente por todos, servem apenas para desagregar, e nada somam ao processo. 

Cabe a nós o comprometimento e envolvimento com o processo de mudança. Seremos nós que o realizaremos. 

Acreditar que podemos realizar algo, significa também aceitar correr riscos. 

Vejam a estória da libélula: nasce no fundo do lago, e quando é chegada a hora, arrisca-se a subir a tona, transformando-se, deixando seu antigo corpo, e assumindo um novo. 

Na transformação podemos observar que a libélula passa pelas seguintes situações: 

a. Mudança da forma: deixa um corpo fisicamente constituído, assumindo outro;      

b. Condição de vida: ao invés de rastejar, passa a voar;

c. Interesses: deixa de gostar do que tem no fundo do lago, e passa a gostar da liberdade do ar;

d. Ambiente: deixa a água, e passa para o ar. 

Integrar ecologia  significa também passar por estas fases: 

a. Mudança da forma: não acreditar em ecologia, para o PENSAR  ECOLOGIA;

b. Condição de vida: não salvaguardar adequadamente a vida, para o FAZER  ECOLOGIA;

c. Interesses: ignorar aspectos apenas tecnológicos , para o CONHECER  ECOLOGIA;

d. Ambiente: deixar de ver aspectos isolados, para vê-los INTEGRAR  ECOLOGIA

Repito sempre: “A pessoa que não corre risco nada faz, nada tem, e nada é. Ela até pode evitar sofrimentos e desilusões, mas nada consegue, nada sente, nada muda, não cresce, não ama e não vive. Acorrentada por suas atitudes, vira escrava, priva-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é LIVRE.” 

Caros cidadãos, a qualquer momento podemos exercer nosso direito de LIVRE ARBÍTRIO

Um abraço 

Milton A G Zen

Publicado por: magzen1 | 05/10/2009

Meu nome é Morisson

Essa semana fui questionado por um colaborador quanto ao que deveriam fazer quando apreendessem um animal em nossa planta industrial. Pois bem, o assunto será apresentado pelo Morisson. 

Sou um gato. Tenho cerca de 9 meses e sou semi-domiciliado. Irei conversar com vocês a respeito da posse responsável. 

Antes de iniciar, contarei rapidamente um pouco da minha vida. Quando nasci, a pessoa que tomava conta de minha mãe não quis ficar comigo, e eu e meus cinco irmãos fomos deixados ao relento em uma rua  na Riviera de São Lourenço. 

Para nossa  sorte, eu até diria com a mão de Deus, fomos recolhidos por uma senhora que já cuida aqui na praia de um número razoável de gatos. Meus irmãos mais novos, foram castrados e depois doados para famílias que cuidam hoje dos mesmos. Por que sou preto, arrumar um lar para mim, foi mais difícil. Para piorar um pouco, gatos pretos são estigmatizados porque dizem que dão azar e ainda são utilizados para trabalhos de feitiçaria. Assim, minha atual dona preferiu ficar comigo e por isso sou-lhe muito grato. 

Somos cerca de 32 gatos, entre machos e fêmeas. Somos todos castrados e recebemos atenção e alimentação diariamente. Nossa alimento é basicamente ração, balanceada e adequada para o nosso sustento e manutenção de nossa saúde. 

Vamos falar agora do que interessa, a posse responsável, afinal possuir um animal demanda cuidados, atenção, amor e carinho. 

Lembram-se, eu lhes disse que sou semi-domiciliado. Isso significa que recebo cuidados, atenção, carinho, mas devido ao fato de minha dona morar em São Paulo, fico com ela apenas nos finais de semana. Mas tiro a barriga da miséria, fico o fim de semana inteiro dentro de casa, durmo na cama com eles e busco atenção todo o tempo. Sei que sou bastante querido. 

A posse responsável passa pela necessidade de nossos donos estarem atentos às nossas necessidades de alimentação, saúde e amor. Precisamos visitar pelo duas vezes por ano o veterinário. Lá seremos atendidos e receberemos medicação em caso de necessidade. É importante lembrar que precisamos tomar várias vacinas que evitarão danos à nossa saúde. Essas vacinas podem ser: Tríplice felina mais a de raiva, ou ainda a Quíntupla felina mais a de raiva. 

Somos também transmissores de algumas doenças que chamam de zoonoses. São doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre as espécies animais e o homem. As consequências podem levar até a morte e elas são transmitas por cães e gatos. São elas, o bicho geográfico, também conhecido por larva migrans cutânea causada pelo Ancylostoma e a lombriga de cão, causada pelo Toxocara ou ainda a hidatidose, causada pleo Echinococcus granulus. 

A contaminação ocorre através da penetração através da pele, pela ingestão inadivertida  de ovos ou através do contato com o solo ou vegetais contaminados, ou ainda por contato com fezes de animais parasitados. A melhor maneira de evitarmos a transmissão desses vermes é mantermos nossas ruas e cidades sempre muito limpas. Outra forma é aquela que quando sairmos para passear, nossos donos levem sacos plásticos para recolher nossas fezes. 

Já falamos do animal semi-domiciliado e citamos como exemplo a minha própria estória. Temos também o animal sem domicílio, também chamado de rua ou de vira-latas. Esses meus amigos perambulam pelas ruas e simplesmente se alimentam de restos encontrados no lixo ou em sacos plásticos. Esses colegas não recebem nenhum tipo de atenção e são os que mais necessitam de cuidados. 

Eles acabam muitas vezes atrapalhando a vida de uma cidade, visto que o excesso dos mesmos podem prejudicar a população, aumentando os gastos com a saúde e também prejudicando o turismo, causando assim prejuízos desnecessários à cidade. 

Precisamos, portanto encontrar soluções que sejam adequadas para esses meus amigos. Uma boa solução é a das campanhas de tratamento e de castração. O animal de rua, castrado e tratado tem um ganho de qualidade vida bastante significativo. Além do mais reduz suas andanças pelas ruas, pois não necessita mais demarcar território e tampouco brigar pela sua necessidade de procriação junto às fêmeas. Outra maneira de a população contribuir é a de fornecer alimentação a base de ração, fazendo com que nós deixemos de buscar alimentos em sacos de lixo. 

Resta ainda falarmos do animal domiciliado. Desse é fácil falar. São todos os animais que possuem donos e tem sua própria moradia. Esses meus colegas recebem atenção e cuidados de saúde. Possuem de razoável para boa alimentação e quando ficam doentes visitam o médico veterinário. Além disso recebem muito amor e carinho. Esses dois fatores faz com sejamos muito, muito felizes. Por termos dificuldade de nos comunicar, a melhor solução é que nossos donos nos conheçam bastante. Temos uma rotina diária e sempre que algo não está bem, fica mais fácil o reconhecimento por parte de nossos donos. 

Acredito que todos já estão entendendo um pouco mais sobre o que significa posse responsável, ela passa pelo respeito a nós animais, em nos dar boas condições de moradia, uma boa alimentação, amor, carinho, atenção, visita ao veterinário, vacinas anuais, além de outros cuidados como a higiene, banho e tosa. 

Quando recebemos isso retribuímos sempre, mas uma coisa posso lhes garantir, não precisamos disso tudo para darmos muito amor para todos aqueles que nos recebam de braços abertos. 

Abraços,

Morisson.

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